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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

(haikus fingindo poesia)

uma música
desconcertada
pela estrada
tira ritmo
da tua voz
após

(-na infância
uma concha
cantava o mar,
hoje sei que
é sangue
porque o mar
sou eu)

as folhas secas
sentem sono
no outono
mas no verão
sente sono
o coração

(-tuas unhas
tem carne
por debaixo,
em que meu mar
desemboca
por fluir)

e quando fogo
bateu porta
na casa torta
do nosso amor
o inverno
parecia eterno

(-o sal das
minhas águas
secam tua terra,
cativa peito
e julgamento
de solidão)

a primavera fez
grama amarela
pela janela
e num relance
nosso romance
fez céu azul.

sábado, 23 de outubro de 2010

noite e solidão são coisas frias
por ter um amor ao meu lado
tantas noites foram dias

***

o bom poeta
só sabe ser cruel
através do pincel

***

não tem cachaça
que me embebede mais
que a tua graça

***

quem nasceu em beirapraia
vive na espera do verão
porque nele, em rodassaia
ficou, primeiro, o coração

***

trabalho escravo
é a poesia que trovo
é a batalha que travo

***

tropeço
é perder a palavra
saindo do berço

***

essa boca antes beijo
me inspirou poesia
agora, nós assim juntos,
vejo a rima vazia.